quinta-feira, 1 de abril de 2010

Falamos a mesma língua

De manhã coloco o café na mesa,
e você a chicará,
Te olho como se fosse a primeira vez,
e nos falamos em olhar,
Sintonia que me encontra desprevenida,
estalo os dedos da mão como de costume,
você já sabe,
sem me conhecer direito,
confesso coisas e você confessa as suas,
sim, eu sei, entendo muito bem,
falamos a mesma língua,
sem esforço para entender,
falamos sobre este mundo que gira em volta de jardins, marés, tempestades, ventanias, terremotos, calmaria, brisa, chuva e... sol...
falamos por assim dizer, sobre tudo isso e além disso,
não te quero só por querer,
o modismo da comunicação me enche os bolsos da calça,
me satura, me enche a boca,
falamos por assim dizer, sem modismo julgado,
a mesma língua.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Desencantamento.

O desencantamento me chamou pra dançar na noite serena, me abraçou em seu colo
Menina, olha lá o trem passar...
O trem passou...
emcima do piso abandonado, eu fiquei a olhar,
O desencantamento me chamou pra dançar
Desencanto é encanto
O que brilha se apaga para acender novamente,
É, não me chama mais seu moço,
Desliguei como se desliga a tv,
Quando não se quer mais assistir aquele canal que, repete... repete... repete...
Qual o encanto disso?
Já passou da hora seu moço,
O desencanto, no meu peito encanta,
Me liguei.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Madrugada.

A madrugada foi lenta
Despertei durante o sono diversas vezes
A anciedade me visitou mais uma vez
Amanheci meio sonolenta e com água fresca lavei o rosto, marcado da noite mau dormida
Foi aquele dia, onde senti o frio, o calor e a brisa do vento
Tudo ao mesmo tempo,
Isso é bom, porque as coisas acontecem,
Não quero ficar parada, preciso de movimento,
Atitudes por mais dificeis que sejam, são necessárias para que coisas aconteçam,
Esse foi o dia, coisas acontecem...
Atitude, medo, resposta, novidade, coisa boa, pá-pum!
Joguei pro alto e sai, dei um passo a frente e fui dançar.

Música para os ouvidos.


Palhaçada é deixar que esse limite me impessa de sonhar
Não é ilusão e nem sonho, é "sonho desperto" de olhos abertos.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

De olhos abertos.

Me veio a vontade,
A necessidade é um fato que sinto em corpo presente no aqui e agora,
da janela vejo o salto em preto e branco do homem apressado,
tão lindo esse saltar disvirtuado, um relato se passa na imagem...
Desabafo em imagem,
são os segundos que viram eternidade,
Me veio a vontade, eu já sei,
Pode passar pela janela,
Salte alto, homem desconhecido,
São vários relatos que quero ver, me diga em imagem,
O que se passa nessa pressa?
Sim, tenho pressa, estou com pressa, mas a pressa é de agora,
O amanhã já me passou em pensamento,
O brilho que me dá o salto é meu incentivo de amanhã,
por isso, vivo hoje.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Faz tempo

Eu nunca prestei tanta atenção em meus passos como presto agora,
Hoje pela manhã lembrei do cheirinho da minha mãe quando eu era criança
Manhã sincera, depois de uma noite de dança, o dia nublado, e eu com meus passos
Atenção com o que faço,
Pedi perdão pra mim,
Não aquele perdão religioso para não ser punida,
Um perdão de consciência,
É aquele perdão de lembrança
De lembrar e vir a mente: "Puts... realmente..."
Não um perdão de arrependimento,
Um perdão de noção,
Virando o ano, virando o tempo em várias partes, contratempos,
Me viro como se vira a página,
Não esqueço do que vivi, não esqueço do que aprendi,
Esquecimento me vem quando não me acrescenta mais,
Me desfaço do que não me pertence ,
Dancei e senti meu corpo,
fazia tempo,
esse contato é bom, necessário pra mim,
de costume costumeiro.